domingo, março 02, 2008

Um reino inclemente e mesquinho

"Lembrou-lhe que os fracos não entrariam jamais no reino do amor, que é um reino inclemente e mesquinho, e que as mulheres só se entregam a homens decididos porque esses lhe incutem a segurança tão ansiada para enfrentar a vida."


Gabriel García Márquez, em "O Amor nos Tempos de Cólera"

Gabriel García Márquez


Súplica

"Suplicou a Deus que lhe concedesse pelo menos um instante para que ele não se fosse sem saber o quanto ela o tinha amado, ultrapassando as dúvidas de ambos, e sentiu um ímpeto irresistível de começar a vida com ele outra vez desde o princípio para se dizerem tudo quanto lhes tinha ficado por dizer, e voltar a fazer bem qualquer coisa que tivessem feito mal no passado."

Gabriel García Márquez, em "O Amor nos Tempos de Cólera"

Quando a sabedoria chega...

"Outra coisa bem diferente teria sido a vida para eles, se tivessem sabido a tempo que era mais fácil ultrapassar as grandes catástrofes matrimoniais que as misérias minúsculas do dia-a-dia. Mas se alguma coisa tinham aprendido juntos era que a sabedoria chega quando já não nos serve para nada."

Gabriel García Márquez, em "O Amor nos Tempos de Cólera"

Amores lentos e difíceis

"Os seus amores eram lentos e difíceis, perturbados amiúde por presságios sinistros, e a vida parecia-lhes interminável."

Gabriel García Márquez, em "O Amor nos Tempos de Cólera"

Sucumbindo ao desespero

"Jeremiah de Saint-Amour amava a vida com uma paixão sem sentido, amava o mar e o amor, ia sucumbindo ao desespero, como se a sua morte não tivesse sido uma decisão sua mas um destino ineroxável."

Gabriel García Márquez, em "O Amor nos Tempos de Cólera"


Todo o medicamento era veneno

"Pensava que de um ponto de vista rigoroso todo o medicamento era veneno e que setenta por cento dos alimentos vulgares apressavam a morte."

Gabriel García Márquez, em "O Amor nos Tempos de Cólera"

domingo, fevereiro 17, 2008

Sobreviver

"«Você acha que eu estou transtornada, mas que me vai passar. Lágrimas fáceis, pensa você, lágrimas piegas, hoje presentes, amanhã já secas. Pois bem, é verdade, já me aconteceu estar transtornada, imaginar que não podia haver no mundo nada pior, e depois o pior aconteceu, como infalivelmente acontece, e eu sobrevivi, pelo menos em aparência. Mas o problema é esse! Para não ficar paralisada de vergonha, tive de passar a vida a sobreviver ao pior. E é a esta sobrevivência que já não sobrevivo. Se sobreviver desta vez, já não terei outra oportunidade de não sobreviver. Para bem da minha própria ressurreição, não posso sobreviver desta vez.»"


J. M. Coetzee, em "A Idade do Ferro"

Hallelujah

Ganhar terreno

"Alguma coisa dentro de mim faz pressão, procura ganhar terreno. Tento não lhe ligar, mas a coisa insiste. Cedo uma polegada; a pressão aumenta. Cedo com alívio, e a vida volta de repente à normalidade. Entrego-me de novo com alívio à normalidade. Mergulho nela de cabeça. Perco a vergonha, fico desavergonhada como uma criança. A vergonha dessa desvergonha: eis o que não posso esquecer, eis o que depois tanto me custa suportar. É por isso que tenho de me dominar, de me virar de frente para a descida. Se não o fizer, perco-me de vez."

J. M. Coetzee, em "A Idade do Ferro"

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Se nada se mexer

"Se nada se mexer é o tempo eterno, o suor, a camisa pegajosa sobre a pele e o morto impávido e gelado por detrás da sua língua mordida."

Gabriel García Marquez, em "A Revoada"

sábado, janeiro 12, 2008

Há dentro de nós um poço

"Há dentro de nós um poço. No fundo dele é que estamos, porque está o que é mais nós, o que nos individualiza, a fonte do que nos enriquece no em que somos humanos. E a vida exterior, o assalto do que nos rodeia, o que visa é esse íntimo de nós para o ocupar, o preencher, o esvaziar do que nos pertence e nos faz ser homens. Jamais como hoje esse assalto foi tão violento, jamais como hoje fomos invadidos do que não é nós. É lá nesse fundo que se gera a espiritualidade, a gravidade do sermos, o encantamento da arte. E a nossa luta é terrível, para nos defendermos no último recesso da nossa intimidade. Porque tudo nos expulsa de lá Quando essa intimidade for preenchida pelo exterior, quando a materialidade se nos for depositando dentro, o homem definitivamente terá em nós morrido."

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV'

segunda-feira, janeiro 07, 2008

A Primeira Palavra que em Toda a Minha Vida me Esgotou o Ser

"Uma palavra. Disse-a. Amo-te - uma palavra breve. Quantos milhões de palavras eu disse durante a vida. E ouvi. E pensei. Tudo se desfez. Palavras sem inteira significação em si, o professor devia ter razão. Palavras que remetiam umas para as outras e se encostavam umas às outras para se aguentarem na sua rede aérea de sons.

Mas houve uma palavra - meu Deus. Uma palavra que eu disse e repercutiu em ti, palavra cheia, quente de sangue, palavra vinda das vísceras, da minha vida inteira, do universo que nela se conglomerava, palavra total. Todas as outras palavras estavam a mais e dispensavam-se e eram uma articulação ridícula de sons e mobilizavam apenas a parte mecânica de mim, a parte frágil e vã. Palavra absoluta no entendimento profundo do meu olhar no teu, palavra infinita como o verbo divino.

Recordo-a agora - onde está? Como se desfez? Ou não desfez mas se alterou e resfriou e absorveu apenas a fracção de mim onde estava a ternura triste, o conforto humilde, a compaixão. Não haverá então uma palavra que perdure e me exprima todo para a vida inteira? E não deixe de mim um recanto oculto que não venha à sua chamada e vibre nela desde os mais finos filamentos de si?

Uma palavra. Recupero-a agora na minha imaginação doente. Amo-te. Na intimidade exclusiva e ciumenta do nosso olhar mútuo e encantado.

Fecha-nos o lençol na claridade difusa do amanhecer, estás perto de mim no intocável da tua doçura. Frágil de névoa. Fímbria de sorriso e de receio, de pavor, no meu olhar embevecido.

Uma palavra. A primeira que em toda a minha vida me esgotou o ser. A que foi tão completa e absorvente, que tudo o mais foi um excesso na criação. Deus esgotou em mim, na minha boca, todo o prodígio do seu poder. Ao princípio era a palavra. Eu a soube. E nada mais houve depois dela."



Vergílio Ferreira, in "Para Sempre"

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Maior Prazer Dar que Receber

"Uma das leis cómicas da vida é a seguinte: é amado não quem dá, mas quem exige. Quer dizer, é amado aquele que não ama, porque quem ama dá. E compreende-se: dar é um prazer mais inesquecível do que receber; a pessoa a quem damos, torna-se-nos necessária, quer dizer que a amamos. Dar é uma paixão, quase um vício. A pessoa a quem damos, torna-se-nos necessária."

Cesare Pavese, in "O Ofício de Viver"

quinta-feira, janeiro 03, 2008

A Recuperação da Alma

"Quando a uma árvore são cortados os ramos da copa, vão-lhe nascendo mais perto da raiz novos rebentos. Do mesmo modo, também as almas que ao despontar adoecem e quase fenecem regressam frequentemente à primavera dos sentimentos, à apreensiva infância onde tudo começa, como se aí pudessem encontrar novas esperanças e reatar o fio condutor da vida que antes fora quebrado. Os rebentos que brotaram perto das raízes anseiam por uma rápida ascensão, mas tudo não passa de uma ilusão, pois nunca a partir deles se voltará a desenvolver uma verdadeira árvore."

Hermann Hesse, in "Hans"

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Imagem fantástica...

A expressão dos olhos transparentes

"Então, nessa semana, Lia pôs-se a desenhar muito e, por falta de guache, usou a tinta de escrever com água para preencher as superfícies e lhes dar volume, e com os dedos tornejava para captar a forma e a expressão dos olhos transparentes."

Margarida Rios, em "O Eléctrico do Exílio"

domingo, dezembro 02, 2007

A tua lembrança

Os teus olhos não têm cor.
O teu rosto não tem traços.
A tua imagem permanece invisível.
O eco da tua voz ficou retido nas profundezas das montanhas.
Os passos que sobrevoam a imaginação.
Os gestos que ainda me tocam.
As lembranças que preenchem o vazio da tua ausência.

Sandra Bastos
Novembro 2007

domingo, novembro 25, 2007

Eu Sei...

Há letras de músicas engraçadas, mas eficazes. Encontrei uma realmente simples...

EU SEI

"Eu sei...
Tudo pode acontecer...

Eu sei...
Nosso amor não vai morrer...

Vou pedir aos Céus
Você aqui comigo...

Vou jogar no mar
Flores para te encontrar...

Não sei...
Porquê você disse adeus...

Guardei...
o beijo que você me deu...

You say goodbye...
And I say hello..."

sábado, novembro 24, 2007

quarta-feira, novembro 21, 2007

Quem arrisca...

Quem não arrisca não petisca. Quem arrisca pode não petiscar.
Quem arrisca pode ganhar mas pode perder e nada ganhar.
Quem arrisca arrisca-se a tudo e quem não arrisca arrisca-se a nada.

Lutar por um objectivo, por um sonho implica arriscar. Nem sempre será esta a melhor solução. Às vezes é melhor não chegar sequer a sonhar muito menos desejar que o sonho se torne realidade.

Saber quando se deve arriscar, quanto se pode ganhar e perder... eis a questão! Arriscar ou não arriscar é sempre um risco...

Sandra Bastos

segunda-feira, novembro 19, 2007

A chuva, o frio e o calor

Quem anda à chuva molha-se e quem anda ao calor aquece-se.

Hoje está a chover, mas como estou dentro de casa, não estou molhada (a não ser que estivesse a tomar banho, nesse caso não estaria aqui a escrever), estou ao calor, por isso estou quentinha :)

Não gosto de usar guarda-chuva e também não gosto de usar muita roupa, mesmo com os pertinentes avisos de que me posso dar mal. Fujo da chuva mas quando me abrigo já estou toda molhada e nem assim me apetece trocar de roupa...

O frio é mais perigoso. Sinto-o logo e corro à procura de agasalho mas nem assim deixo de sofrer as suas maldades por isso às vezes nem lhe ligo, saio para a rua e ignoro-o até que ele me vença, o que acaba sempre por acontecer. Uma luta sem hipótese de vitória, só mesmo no campo de refúgio me posso defender e às vezes nem assim!

O calor está no prazer da felicidade. Sabe sempre bem, independentemente da forma que encarnar. Confortável, apetece jamais largar, preenche todos os espaços e fortifica-me ao ponto de me sentir capaz de enfrentar o perigoso frio!

A chuva, o frio e o calor são sempre metáforas interessantes...

Sandra Bastos

quarta-feira, novembro 14, 2007

Apenas um minuto

UM MINUTO
Um minuto serve para sorrires:
sorrir para o outro, para ti e para a vida.
Um minuto serve para veres o caminho,
olhar a flor, sentir o cheiro da flor,
sentir a relva molhada,
notar a transparência da água.

Basta um minuto para avaliares a imensidão do infinito,
mesmo sem poder entendê-lo.
Num minuto apenas, ouves o som dos pássaros que não voltam mais.

Um minuto serve para ouvires o silêncio,
ou começar uma canção.
É num minuto que darás o sim que modificará a tua vida...
E basta.

Basta um minuto para apertares a mão de alguém,
e conquistar um novo amigo.
Num minuto podes sentir a responsabilidade pesar nos teus ombros :
a tristeza da derrota,
a amargura da incerteza,
o gelo da solidão,
a ansiedade da espera,
a marca da decepção e a alegria da vitória...
Quanta vitória se decide num simples momento,
num simples minuto !

Num minuto podes amar,
buscar, compartilhar, perdoar,
esperar, crer, vencer e ser ...
Num simples minuto podes salvar a tua vida...
Num pequeno minuto podes incentivar alguém ou desanimá-lo !

Basta um minuto para recomeçares
a reconstrução de um lar ou de uma vida ...
Basta um minuto de atenção para fazeres feliz um filho,
um aluno, um professor, um semelhante ...

Basta um minuto para entenderes
que a eternidade é feita de minutos...


(Autor desconhecido)

terça-feira, novembro 13, 2007

Michael Buble - Sway

Um mundo à parte

Degraus pequenos a descer e a subir. Sons idênticos que tocam bem fundo. O som que se prende na alma e percorre as veias descontroladamente... Os sons que ardem e incendeiam como palavras. Ficava a ouvir para sempre até o som se esgotar no infinito.

Um mundo onde me cruzo com a liberdade sem lhe tocar mas sem parar de a admirar. Um deslumbramento pelo que sonhei. Um mundo que me viu crescer e ainda me completa.

Olho para trás segura de que não foi um erro, mas um crescimento, não foi um fracasso mas uma aprendizagem, não foi uma estupidez mas um desafio superado e muitos sonhos realizados!

Sem penas. É hora de seguir em frente sem lamentações porque o maior medo é não querer viver!...

Sandra Bastos

Imagens dispersas

Imagens dispersas numa memória menos vaga. Fogem os fantasmas, resta a paz.

No limite das forças, no limite da possibilidade. O peso da fraqueza. Ligada apenas por um fio minúsculo e frágil. Passar o limite, cair e recomeçar.

As respostas que não encontro sem que nunca as deixasse de procurar. Uma missão que me inquieta. Nada a perder, talvez o sofrimento que me dilacerou.

Pensar. Ideias desordenadas. Não consigo parar. Estou confusa. Procuro um novo ritmo nas pegadas a dar...

Sandra Bastos

segunda-feira, novembro 12, 2007

Tocas-me...

Por não te ter, não te poder tocar...

És o som que me invade e se prende no meu corpo percorrendo as veias num estado de estremecimento que me derruba aos teus pés.

Sinto cada segundo desse som que não me larga. O encanto do teu rosto que arranca de mim o mais profundo dos suspiros.

Não me olhes assim, por favor! Não faças isso comigo! Deixa-me ir embora com a minha liberdade... Larga a minha mão, não me quero amarrar, quero viver!

E no entanto, não paro de pensar em ti e gritar desesperadamente pelo teu amor... porque me pertences e eu de ti serei para sempre...

Sandra Bastos

domingo, novembro 11, 2007

Por que vivo

Perguntas-me por que vivo eu. Por mim, pelos que amo e me amam, pelos que pretendo amar, pelo que vivi e quero viver, pelas coisas, pelos sonhos...

Podia-te enumerar um rol de motivos que me levam a viver mas prefiro dizer-te que são mais os que me levam a viver do que a morrer. Isso basta-te?

Uma filosofia que leve ao prazer da respiração. Não penso em nada, nem em sonhos nem pesadelos. Não penso, respiro. Pensar faz mal. Pensar ocupa espaço no cérebro e gasta o tempo que já é pouco.

Claro que penso. Mas não devia. É melhor sentir. Dá prazer e felicidade. Evita problemas. Liberta as emoções. Alivia a carga pesada deixada pelo pensamento.

Sentir o chão debaixo dos pés enquanto corro. Passos sem destino, não buscam uma meta mas apenas chegar mais além.

E afinal por que vivo eu? Talvez viver seja melhor do que morrer...

Sandra Bastos

sábado, novembro 10, 2007

A vida troca-nos as voltas

Buscar o que se imagina. Encontrar o que não se espera. Perder o que não se quer. Tropeçar no que se evita. Caminhar na incerteza e com a convicção de que agora é que é. Agora é que vai ser. Até aqui foram experiências, aprendizagens, ainda não estávamos preparados. Agora sim. Agora estamos. Agora podemos tudo e de tudo somos capazes. Na máxima força!

É neste engano que vivemos. Esperando encontrar o que nunca encontramos. Vivendo o que não esperávamos. Alcançando o que nos aparece ou conquistamos. Esquecendo o que ficou nos sonhos...

Fechar os olhos e sonhar que vivi, não o que vivo mas o que sempre quis viver. Apertar as mãos e ganhar força para ignorar que não dá para voltar atrás e recomeçar do zero, como se os obstáculos não estivessem lá ou fossem apenas mais fáceis de superar.

Uma crueldade aniquilar a ingenuidade infantil que nos move e faz sorrir pelas coisas mais pequenas. Um pesadelo engolir em seco perante as adversidades, rastejar no escuro em busca de um objecto ao qual nos podemos agarrar, mesmo que caminhemos em desequilíbrio.

Depois... depois é deixar escorrer as lágrimas no calor de um abraço, na alegria de uma criança, na emoção de uma homenagem, na beleza de uma paisagem, no sentido de uma melodia...

Sandra Bastos

terça-feira, novembro 06, 2007

Um puzzle inacabado

Os últimos meses parecem-me anos. Pessoas e lugares que me cruzam constantemente num nó de confusão onde não sei onde começo e acabo, se sou o que sou ou se deixo de ser o que pareço.

Escrevo o que me vem à cabeça, sem censura, sem passar por aquilo que ofusca a minha liberdade. Estou a tentar construir um puzzle inacabado. As memórias da infância que julgara perdidas.

Sandra Bastos

Ausência

Tanto tempo afastada deste blog... Vai-se o tempo da inspiração. Esvazia-se a mente para a encher de novo, como se fosse a primeira vez... O regresso está para breve. É apenas um pressentimento, não uma promessa, muito menos uma certeza.

segunda-feira, outubro 22, 2007

quinta-feira, outubro 04, 2007

Partilha

Esta é uma mensagem que me enviou uma pessoa amiga… Achei-a tão bonita que decidi partilhá-la convosco. Espero que gostem!




"Não é quanto fazemos que é importante mas quanto amor pomos no fazer.
E não é quanto damos que é importante mas quanto amor pomos no dar.

Quem julga as pessoas não tem tempo para as amar.
E a falta de amor é a maior de todas as pobrezas."



(Madre Teresa de Calcutá)

sexta-feira, setembro 21, 2007

Conhecimento

"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida."

Goethe

Escrever é não falar

"Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído."

Marguerite Duras, escritora
1914-1996

terça-feira, setembro 04, 2007

PARABÉNS À CRIADORA DESTE BLOG

Amiga, parabéns por mais um anito!!!

Happy Birthday - Joyeux Anniversaire - Felice Anniversario - Feliz Cumpleaños - Herzlichen Glückwunsch - Zum Geburtstag - Een Gelukkige Verjaardag - Wel Gefeliciteerd

Muitas felicidades!

Esperança

quarta-feira, agosto 15, 2007

Jane Austen e Mulherzinhas

Mulher

"É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta."

Simone de Beauvoir
Escritora/Feminista

Como Água para Chocolate

sexta-feira, agosto 10, 2007

100º Aniversário do nascimento de Miguel Torga

RTP 2 assinala 100º aniversário do nascimento de Miguel Torga

Documentário de Luís Costa passa este domingo, 12, às 21h15

Ao longo de 50 minutos, o documentário MIGUEL TORGA – O MEU PORTUGAL (com o qual a RTP2 assinala o centenário do nascimento do escritor, no exacto dia que corresponderia ao seu 100º aniversário) conduz-nos numa viagem pelo país e pela identidade portuguesa que se percepcionam em múltiplos textos de Torga, sobretudo em prosa, e que evidenciam, tantos anos volvidos, uma acutilante e surpreendente actualidade. O próprio Miguel Torga é o narrador exclusivo deste documentário, uma vez que o guião foi integralmente estruturado com base nos seus textos, sobretudo da relativamente desconhecida produção em prosa que integra a colectânea PORTUGAL, cuja primeira edição data de 1950.

Cf. http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=22954&op=all

segunda-feira, agosto 06, 2007

Cristão

"E não julgues mal o Anselmo. Ele é um cristão, coisa muito rara nos países católicos."

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"

Sou feia de nascença

" -Vamos, não sou feia! Sou feia de nascença. Toda a vida fui feia. Tu, Inglés, que não sabes nada das mulheres, sabes o que sente uma mulher feia? Podes imaginar o que é ser feia toda a vida e sentir-se bela lá por dentro? É muito divertido."

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"

A gente tem de falar com alguém

" -A gente tem de falar com alguém. Antes havia a religião e outras porcarias. Agora devia haver uma pessoa em que pudéssemos confiar e com quem falar francamente; porque por maior que seja a nossa coragem, a solidão dói."

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"

terça-feira, julho 31, 2007

Matar

"- Tu já mataste alguém?- inquiriu Jordan animado pela intimidade que a escuridão favorecia e por um dia passado em comum.
- Sim, muitas vezes. Mas nunca me senti satisfeito. Para mim matar um homem é pecado. Mesmo quando são fascistas que é preciso matar. Eu, por mim, acho grandes diferenças entre um homem e um urso e não acrediro nessa bruxaria dos ciganos a respeito da fraternidade com animais. Não. Eu sou contrário à matança de homens.
- E, no entanto, mataste.
- Sim. E voltarei a matar. Mas se escapar com vida hei-de fazer o possível por viver de modo a não fazer mal a ninguém, a fim de ser perdoado.
- Por quem?
- Quem é que sabe? Desde que não há Deus, nem Filho, nem Espírito Santo, quem pode perdoar? Eu não sei.
- Então já não tens Deus?
- Não, homem. É certo que não. Se houvesse Deus ele nunca permitiria que visse o que tenho visto com estes que a terra há-de comer. Podemos deixar-lhe o Deus.
- Eles reclamam-no.
- É claro que Ele me faz falta, pois fui educado com religião. Mas agora um homem tem de ser responsável por si.
- Nesse caso és tu que tens de perdoar-te pelas mortes feitas.
- Creio que sim - concordou Anselmo. - Já que pões a questão nesse ponto, parece-me que deve ser assim. Mas, com ou sem Deus, estou convencido de que matar é pecado. Para mim tirar a a vida de outra pessoa é coisa de muita gravidade."

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"

Todos os bons e firmes são alegres

"Todos os bons e firmes são alegres, reflectiu Jordan. É muito melhor ser alegre que é sinal de uma coisa: de uma imortalidade terrestre. Que coisa complicada! E já quase não há alegres. A maior parte dos lutadores joviais desapareceu. Restam pouquíssimos. E se continuas a pensar assim, meu rapaz, também estás pronto. Muda de disco, meu caro, velho andarilho, velho camarada. Agora és apenas um instrumento de destruir pontos. Não um pensador."

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"

Tristeza

"Mas não gosto daquele seu ar triste. Má coisa, essa tristeza. E a tristeza que aparece quando os homens estão prestes a desertar ou a trair. É a tristeza do começo do fim".

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"

És um bruto?

"- És um bruto? Sim. És uma besta? Sim, muitas vezes. Tens miolos? Nenhuns. Agora que viemos tratar de algo realmente importante, é que tu com o amor à lareira pões o teu buraco de raposa acima dos interesses do povo. Vamos. E isto e aquilo e naqueloutro do teu pai. E isto e aquilo no teu. Pega já nesse saco."

Ernest Hemingway, em "Por Quem os Sinos Dobram"


segunda-feira, julho 23, 2007

As Intermitências da Morte - José Saramago

«"Todos os meus livros partem de uma situação improvável ou impossível, sem excepções. Descobri isso há bem pouco tempo, há uns dois anos", afirmou o escritor.

"Se algum talento tenho, é transformar o improvável e o impossível em algo provável e possível. Quero que gostem desse livro por duas razões porque ele merece e porque eu mereço", disse Saramago.

O romance mostra como a agitação e alegria provocadas num país imaginário pela reforma da Morte se convertem logo a seguir num motivo de preocupação, pelo impacto político, económico, social e até religioso da nova situação.

O escritor português avançou que seu novo romance é "extremamente divertido" e que fala sobre a morte "e, portanto, é um livro sobre a vida".

A ausência de mortes de um dia para o outro, sonho milenar da Humanidade, como explicou José Saramago, converte-se repentinamente numa dor de cabeça para governantes e cidadãos.

"Como o tempo não pararia, as pessoas envelheceriam e ficariam numa situação de velhice eterna", afirmou o escritor no lançamento da sua obra.

Com uma população envelhecida, o governo desse país imaginário não sabe como resolver o problema da Segurança Social, as pessoas deixam de saber o que fazer com uma existência imortal e até a fé cristã fica em xeque, pois sem morte não há ressurreição nem vida eterna, comentou José Saramago.

O escritor revelou que teve a ideia de escrever esta obra ao ler um livro que relatava a morte de um pessoa e começou a pensar no que aconteceria se os homens não morressem. "O ser humano alimentou sempre a esperança de conseguir a imortalidade, mas sem a Morte a Vida seria um caos", comentou.

"Quando nasci, a esperança de vida na minha aldeia era de 35 anos e dentro de três semanas faço 83 anos, por isso já me sinto um bocado a entrar na eternidade", gracejou.»

CAETANO BARREIRA/epa in JN

quinta-feira, julho 19, 2007

segunda-feira, julho 09, 2007

Visitem Praga

Conhecida como "cidade das cem cúpulas", Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famoso pelo património arquitetónico e rica vida cultural.

O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda (oriental) do Vltava.

Podia fazer aqui uma enumeração infindável dos monumentos a visitar... mas para isso existem os guias (recomendo o guia da American Express). Não deixem de visitar a Ponte Carlos, a Zona do Castelo, a Praça Venceslau, O Museu Nacional, o Teatro Nacional, a Câmara da Cidade Antiga, Relógio Astronómico, etc..

Não perder ainda os espectáculos musiciais e teatrais a acontecer a toda a hora em muitos pontos da cidade...


Visitem, não se fiquem pelas descrições dos outros.

A cidade é um encanto bastante acessível aos nossos bolsos.


Esperança

quinta-feira, junho 28, 2007

O que eu sinto

"O que eu sinto é isto: «Neste momento estou a viver a vida que quero, à porta de um restaurante sem nome. Tenho uma dólar na mão para gastar, e vou jantar.» Vamos experimentar tudo o que vem no menu. Depois vamos dar umas voltas por Brooklyn e vamos atravessar a ponte com o panorama de Manhattan espraiado diante de nós, que me parece uma novidade sempre que o vejo. Depois vamos mergulhar na cidade. Vamos arranjar lugar para o carro a poucos quarteirões do meu apartamento na Rua Dez,e vamos comprar leite e o jornal de amanhã. Vamos tirar a roupa e deitar-nos na cama."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

A porta

"O que eu faria era o oposto do amor, e todavia não era ao amor que eu queria virar as costas, mas sim aos murmúrios que diziam que eu não podia perder aquela oportunidade. O problema era que aquela oportunidade não me parecia uma porta que se abria, parecia ums porta prestes a fechar-se. Eu começara a julgar o Neil para afirmar que eu é que decidia se queria abrir a porta ou não, para afirmar que eu é que escolhia a porta que queria abrir, e que existiriam mais portas que por sua vez abririam outras porta. Entretanto, eu transformara o Neil numa portas."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

Dena

"Penso em todos os motivos por que considero injusto a Dena pedir-me para não me envolver com o Matthew. Penso também em todos os motivos por que me recusei a prometer-lhe isso, e concluo que esses motivos nada têm a ver com a nossa amizade, mas sim com a forma como agora eu vejo a Dena.

Não sinto pena dela porque ela escolheu passar fim-de-semana atrás de fim-de-semana, Verão após Verão, com um homem que a faz pensar nos seus defeitos, um homem que não a deseja e nunca a desejará; e porque, entretanto, também escolheu envolver-se com um homem casado. Digo a mim própria que eu nunca faria essas escolhas."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

"here's to love"

Superficialidade

"Quando ela se deita e pega no seu livro sobre o Robert Moses e Nova Iorque, apercebo-me de que não sei nada sobre a história de Nova Iorque nem sobre a história dos Estados Unidos nem sobre a história de nada, nem moderna nem antiga; não tenho noções de geografia e nem sequer sei o que é a física. Tudo isto contribui para a minha superficialidade."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

Falta de talento

"Quando o Matthew e a Dena vão nadar no lago, pergunto-me porque é que nunca aprendi a nadar, ou a patinar, ou a cantar, ou a tocar piano. Sou preguiçosa; não tenho disciplina; não tenho paciência. Não consigo lembrar-me de ter desenvolvido uma única aptidão e também não me lembro de ter nenhum talento. Mal tenho emprego, quanto mais uma carreira."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

Todas as manhãs...

"Todas as manhãs fico surpreendida por o auto-rádio ainda estar no carro. Mas reparo que até os carros bons e novos estão estacionados na rua, e não vejo os sinais que costumava ver nos vidros dos carros: NÃO TEM AUTO-RÁDIO; NÃO HÁ NADA NA MALA NEM NO PORTA-LUVAS; JÁ ROUBARAM TUDO."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

Fi-lo para me sentir em paz

"Mas não foi Deus, nem a religião, nem o meu pai que me levaram a tirar a pulseira. Não o fiz por medo de ser apanhada, nem porque não me queria meter em sarilhos; fi-lo para me sentir em paz comigo."

Melissa Bank, em "Ao Sabor do Momento"

terça-feira, junho 19, 2007

"Omenagem à hortografia"

"A senhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem efetuar.

Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.

Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e deficiênçias dos alunos.

Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos, contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.

Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior, pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a criancinha não dá erros.


A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber comovão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.

Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde melhorar."

Francisco José Viegas escreve no JN, semanalmente, às segundas-feirasIn: JN; 04.06.2007

quarta-feira, junho 13, 2007

Deus

"Não cria num Deus que analisasse todas as orações, atendendo a umas e rejeitando outras, por mais decente ou mais indigno que fosse o requerente. Preferia, pelo contrário, crer num Deus que concedesse dons e capacidades a todas as pessoas, para depois as colocar num mundo imperfeito, onde seriam postas à prova e onde a sua fé teria sentido".

Nicholas Sparks, em "À Primeira Vista"

A terra é pequena

"-A terra é pequena. É o que fazemos por estas bandas. Sentamo-nos num círculo e falamos das outras pessoas. Ficamos a saber como correm as suas vidas, trocamos impressões, avaliamos se os outros estão certos ou errados e, se pudermos, resolvemos os problemas deles na privacidade da nossa própria casa. Na verdade, ninguém admite tal coisa, mas todos fazemos o mesmo. No fundo, é quase um modo de vida."

Nicholas Sparks, em "À Primeira Vista"

Os homens

"Doris encolheu os ombros. - Conheço os homens. Podem fazer uma birra dos diabos, sentirem-se frustrados ou preocupados com o trabalho ou com a vida, mas, no final, se souberes o que os faz correr é uma necessidade quase desesperada de se sentirem apreciados e admirados. Se os fizeres sentir assim, nem sabes o que são capazes de fazer por ti.

Lexie limitava-se a olhar para a avó. Ao prosseguir, Doris mostrava um sorriso melífluo. - Desejam, como é óbvio, fantásticas relações sexuais e esperam que as mulheres mantenham a casa limpa e arrumada, sem deixarem de parecer bonitas e de arranjarem energia suficiente para se divertirem juntos, mas a admiração e o apreço estão sempre presentes."

Nicholas Sparks, em "À Primeira Vista"

Não conseguia estar parado

"Não conseguia estar parado mais do que uns poucos minutos de cada vez; havia sempre algo para ler ou para estudar, a necessidade de escrever era constante. Apercebia-se de que, pouco a pouco, tinha perdido a capacidade de descontrair, de que tinha resultado um longo período da sua vida em que os meses se dissolviam numa massa, sem que nada diferenciasse um ano do outro."

Nicholas Sparks, em "À Primeira Vista"

Namoro e Casamento

"Simples, como vês - explicava Alvin. - Primeiro conheces uma rapariga simpática e namoras durante algum tempo, o suficiente para ambos se convencerem de que aceitam os mesmos valores, para ver se ambos são compatíveis e estão prontos para tomar a grande decisão: «a vida é nossa e queremos vivê-la juntos». Para decidir, por exemplo, qual das famílias irão visitar nas férias, se querem viver numa vivenda ou num apartamento, se preferem um cão ou um gato, quem, pela manhã, toma duche em primeiro lugar, quando ainda há água quente em abundância. Depois disto, se ainda estiverem basicamente de acordo, casam-se."

Nicholas Sparks, em "À Primeira Vista"

sábado, junho 09, 2007

O Velho e o Mar

«É tolice não ter esperança, pensou. Além de que suponho que é pecado. Não penses no pecado. Já sem ele há problemas de sobra. E do pecado não tenho entendimento».

«Não tenho dele entendimento, e até me parece que não acredito nele. Talve fosse pecado matar o peixe. Julgo que terá sido, embora o tenha morto para viver e dar de comer a muita gente. Mas então tudo é pecado. Não penses no pecado. É tarde demais para isso, e há gente paga para pensar nele. Eles que pensem. Tu nasceste para pescador, como os peixes para serem pescados. S. Pedro era pescador, como o pai do grande DiMaggio».

Ernest Hemingway, em "O Velho e o Mar"

Tenho as ideias claras

«Tenho as ideias claras, pensou. Claras demais. Tão claras como as estrelas que são minhas irmãs. Mas preciso de dormir. Elas dormem, e a lua e o sol dormem, até o oceano dorme às vezes, em certos dias, quando não há corrente e a calma é estanhada».

Ernest Hemingway, em "O Velho e o Mar"

segunda-feira, junho 04, 2007

Os Poemas da Minha Vida

“Enquanto outros trazem cruzes e medalhas ao pescoço, eu trago sempre um poema no bolso”

Miguel Veiga

Poemas de infância, de amor e de confidências já maduras. A série Os Poemas da Minha Vida volta a ser editada pelo PÚBLICO, agora numa versão mais alargada. Além de Mário Soares, Miguel Veiga, Freitas do Amaral e Urbano Tavares Rodrigues, outras personalidades conhecidas foram convidadas a partilhar os versos que mais os marcaram. É esse o caso de Marcelo Rebelo de Sousa, Vasco Graça Moura, António Lobo Xavier ou Maria Barroso.

Não perca: http://www.publico.clix.pt/coleccoes/poemasDaMinhaVida/default.asp

Boas Leituras

sexta-feira, junho 01, 2007

quinta-feira, maio 31, 2007

A poesia

«A poesia é mais verdadeira do que a história»

Aristóteles

sexta-feira, maio 25, 2007

Mistério

"É um mistério muito grande. Para vocês que também gostam do principezinho, tal como para mim, nada no universo é igual se nalgum lado, não se sabe onde, uma ovelha que não conhecemos, comeu ou não comeu uma rosa...
Olhem o céu. Perguntem a vocês mesmos: A ovelha comeu ou não comeu a flor? E verão como tudo se altera...
E nenhuma pessoa crescida compreenderá nunca como isso pode ter tanta importância!"

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

As estrelas

"-E quando estiveres consolado (acabamos sempre por consolar-nos) ficarás contente por me teres conhecido. Serás meu amigo para sempre. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás a janela sem qualquer razão, só por prazer... E os teus amigos ficarão bem espantados por te ver rir olhando o céu. Então dir-lhe-ás: «As estrelas fazem-me sempre rir!» E eles julgarão que estás louco. Ter-te-ei pregado uma bela partida..."

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

O Segredo

"Eis o meu segredo. É muito simples: só se pode ver com o coração. O essencial é invisível aos olhos."

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

Cativar

"-Não, disse o principezinho, procuro amigos. O que é que significa «cativar»?
-É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa «criar laços...»
-Criar laços?
-Isso mesmo, disse a raposa. Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim serás único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
(...)
-Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os homens já não têm tempo para conhecer o que quer que seja. Compram coisas feitas nos comerciantes. Mas como não existem comerciantes de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres ter um amigo, cativa-me!"

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

O geógrafo

"O geógrafo é demasiado importante para poder passear. Nunca deixa o seu escritório. Mas recebe os exploradores. Interroga-os e toma nota das suas recordações. E se as recordações de um deles lhe parecem interessantes, o geógrafo manda fazer um inquérito sobre a moralidade do explorador."

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

Um verdadeiro sábio

"-Julgar-te-ás então a ti próprio, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É muito mais difícil alguém julgar-se a si próprio do que julgar outra pessoa. Se conseguires julgar-te a ti próprio bem, é porque és um verdadeiro sábio.
-Eu, disse o principezinho, posso julgar-me a mim próprio em qualquer sítio. Não preciso de viver aqui."

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

quinta-feira, maio 24, 2007

quarta-feira, maio 23, 2007

Alegria do Presente

"Ama muito,
Sofre pouco,
Luta bastante
E VENCE SEMPRE!!!

Sem medo e sem preconceitos do que os outros poderão pensar,
A vida são dois dias e apenas um sorriso entre duas lágrimas.


Aproveita e nunca deixes que a tristeza do teu passado
e o medo do futuro estraguem a alegria do presente!"

Autor desconhecido

quarta-feira, maio 16, 2007

terça-feira, maio 15, 2007

Um amigo

“É triste esquecer um amigo. Nem toda a gente teve um amigo. Posso ficar como as pessoas crescidas que só se interessam por números. (…) O meu amigo nunca dava explicações. Talvez me julgasse semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver ovelhas através de caixas. Sou talvez um pouco como as pessoas crescidas. Devo ter envelhecido.”

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

Os números

“As pessoas crescidas gostam de números. Quando lhes falam de um novo amigo, nunca vos fazem perguntas sobre o essencial. Nunca vos dizem: «Como é a sua voz? Quais são os seus jogos preferidos Faz colecção de borboletas?» Perguntam: «Que idade tem? Quantos irmãos tem? Quanto pesa? Quando ganha o seu pai?» Só então pensarão conhecê-lo. Se disserem às pessoas crescidas: «Vi uma linda casa, feita de tijolos vermelhos, com gerânios nas janelas e pombas no telhado» elas não conseguem imaginar a casa. É preciso dizer-lhes: «Vi uma casa de dez mil contos». Então exclamam: «Como deve ser bonita!» ”

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

Asteróide B 612


“Tenho sérias razões para supor que o planeta de onde vinha o principezinho é o asteróide B 612. Este asteróide foi observado uma única vez ao telescópio, em 1909, por um astrónomo turco.

Fizera, nessa altura, uma grande demonstração da sua descoberta num Congresso Internacional de Astronomia. Mas ninguém acreditou nele por causa das roupas que usava. As pessoas crescidas são assim.”

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

As pessoas crescidas

“As pessoas crescidas nunca conseguem perceber nada sozinhas e é muito cansativo, para as crianças, estar sempre a dar-lhes explicações. (…) Tive, assim, ao longo da minha vida, inúmeros contactos com inúmeras pessoas sérias. Convivi muito com as pessoas crescidas. Vi-as de muito perto. Isso não melhorou muito a minha opinião sobre elas.”

Antoine de Saint-Exupéry, em “O Principezinho”

sexta-feira, maio 11, 2007

segunda-feira, maio 07, 2007

domingo, maio 06, 2007

A explicação da estupidez

"A explicação do capitão Jaime Forza Leal, com a camisa aberta sobre a nesga da cicatriz, era inesperada, mas ao mesmo tempo tão reveladora que várias pessoas do cortejo se sentiram a princípio chocadas pela estupidez, depois sentiram ódio pela estupidez e a seguir indiferança pela estupidez. Não se conseguia ter solidariedade com quem morria por estupidez como aqueles blacks. Entreolharam-se estupetactos. Já não importava quantos mainatos não tinham regressado ao seu subtil emprego. Já não importava - e mulher de oficial que vertesse uma lágrima, furtiva que fosse, por qualquer mainato desaparecido durante aquela noite, deveria ser considerada estúpida. De repente, as roupas de dormir em que a maioria se encontrava no hall roçagaram duma outra maneira. Tudo parecia distinto do que tinha sido imaginado, ficando de súbito aquela madrugada sem piedade e sem beleza, já que havia um caso de estupidez atrás. Esse molho acre, e sudoroso, a estupidez. Como era possível?"

Lídia Jorge, em "A Costa dos Mumúrios"

Skirl ( Kazabue )

sábado, maio 05, 2007

Ternura

"A imaginação despertava a ternura.

Ternura? Sim, e amor, e excitação. Os noivos, por exemplo, sentiram que não estavam ali a fazer nada em comparação com o que poderiam fazer se recolhessen ao pequeno quarto. Afinal, o noivo era um dos que dentro de escassos dias sairia para Mueda. O prenúncio de vitória que chegava daquela forma tão evidente na noite do seu próprio casamento impelia-o para o amor como as sementes para a terra. O noivo receou que o seu robe se abrisse e se descompusesse. A sua espingarda de carne irrompesse no terraço como um ramo que se solta. Comprimi-a, mas enquanto os outros enxergavam com binóculo, ele pressentia as coisas sem as olhar e metia as mãos como duas centopeias pelo decote da noiva até se apoderar dos dois montículos de Evita. Aliás, ali mesmo, no terraço, podiam ambos soltar pequenos gemidos sem que nonguém desse por isso, uma vez que todos os seus, ainda que aparentemente por outros motivos".


Lídia Jorge, em "A Costa dos Mumúrios"

"essa hora"

"Aliás, todos aguardavam essa hora, cada qual pelo seu mainato que já imaginavam de pés hirtos, olhos fechados para sempre, dentro de um terrível carro de transportar lixo. Mas ainda só se trabalhava com suposições, porque a razão verdadeira, essa ainda ninguém sabia."

Lídia Jorge, em "A Costa dos Murmúrios"

quinta-feira, maio 03, 2007

Os noivos

"Os noivos olhavam-se cheios de ternura. Para além deles não estava ninguém no pequeno bar de caniço, e como o fim do dia era de mais, podiam beijar-se só para eles mesmos, pela boca e pelas orelhas, impelidos sem dúvida pelo instinto de nidificação que suspirava do mundo."

Lídia Jorge, em "A Costa dos Murmúrios"

Pena!

"Pena! Ainda era muito cedo para se fechar a tarde, ainda era muito cedo para se falar de guerra, que aliás não era guerra, mas apenas uma rebelião de selvagens. Ainda era muito cedo para se falar de selvagens - eles não tinham inventado a roda, nem a escrita, nem o cálculo, nem a narrativa histórica, e agora tinham-lhes dado umas armas para fazerem uma rebelião..."

Lídia Jorge, em "A Costa dos Murmúrios"

O beijo

"O fotógrafo subiu a cadeiras e desceu até ao chão, de modo a ficar completamente estendido para apanhar o beijo em todas as posições. Por isso, o noivo continuava com os olhos fechados, e ela só de vez em quando abria os seus, e o cortejo aplaudia incessantemente como no final duma ária subtil que certamente não se ouvirá jamais."

Lídia Jorge, em "A Costa dos Murmúrios"

Now we are free

A boca

"O noivo aproximou-se-lhe da boca, a princípio encontrou os dentes, mas logo ela parou de rir e as línguas se tocaram diante do fotógrafo".

Lídia Jorge, em "A Costa dos Murmúrios"

quarta-feira, maio 02, 2007

O que tu és

"Sabias que és fácil, difícil e impossível?!!?...
Pois mas és...

És FÁCIL de querer,
DIFÍCIL de encontrar e
IMPOSSÍVEL de esquecer!!"

Autor desconhecido

Se existir que seja assim

"Se existir guerra, que seja de almofadas

Se existir fome que seja de amor

Se for para esquentar que seja o sol

Se for para enganar que seja o estômago

Se for para chorar que seja de alegria

Se for para roubar que seja um beijo

Se for para perder que seja o medo

Se for para cair que seja na gandaia

Se for para ser feliz, que seja o tempo todo!!!

Amigos nunca se perdem, apenas trilham caminhos diferentes... mas permanecem sempre num lugar chamado coração..."

Autor desconhecido